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Artigos

Principais Avanços Científicos na Oncologia Clínica em 2008: Tumores Cerebrais
Agosto 2009

A cada ano a Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), a maior e mais respeitada entidade científica da área, publica um resumo dos principais avanços ocorridos no ano que se passou.

Em fevereiro deste ano foi publicado na revista Journal of Clinical Oncology os principais avanços e notícias científicas de 2008, na área da oncologia clínica. Entendemos que cada descoberta e melhoria disponível na luta contra o câncer significa muito para os pacientes, então faremos uma série de resumos sobre cada tópico desta publicação para melhor informá-los.

1) Bevacizumabe associado a irinotecano aumenta a sobrevida livre de progressão em pacientes com glioblastoma: os glioblastomas são os mais comuns e mais agressivos tumores cerebrais de alto grau em adultos. Estes tumores são ricos em fatores de crescimento do endotélio vascular, proteína responsável pelo aumento de vasos sanguíneos dentro do tumor, essencial para o seu crescimento. O bevacizumabe é um anticorpo monoclonal direcionado contra esta proteína tumoral, já aprovado pela agência reguladora americada (FDA - Food and Drug Administration) para o uso nos cânceres de cólon, pulmão e mama. Nos últimos anos, alguns estudos clínicos avaliaram o uso desta medicação em pacientes com glioblastoma recidivado após tratamento com radioterapia e temozolamida. No último ano foi apresentado um estudo clínico de fase II avaliando o uso do bevacizumabe isolado ou associado ao irinotecano (quimioterápico já conhecido), onde mostrou aumento da sobrevida livre de doença em 6 meses de 35% com o tratamento isolado para 50% com a combinação.

Também houve aumento nas taxas de resposta, de 20 % para 32% com a associação. Os efeitos adversos foram mais comuns com o bevacizumabe associado ao irinotecano (67%) do que com o tratamento isolado (47%). Foi um dos primeiros estudos que demonstraram a eficácia desta droga isolada, ou seja, sem a adição de quimioterapia. Torna-se uma boa opção para os pacientes com recidiva de glioblastoma.

 


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