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Artigos

Principais Avanços Científicos na Oncologia Clínica em 2008: CA Cabeça e Pescoço
Dezembro 2009

 

 A cada ano a Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), a maior e mais respeitada entidade científica da área, publica um resumo dos principais avanços ocorridos no ano que se passou. Em fevereiro deste ano foi publicado na revista Journal of Clinical Oncology os principais avanços e notícias científicas de 2008, na área da oncologia clínica. Entendemos que cada descoberta e melhoria disponível na luta contra o câncer significa muito para os pacientes, então, faremos uma série de resumos sobre cada tópico desta publicação para melhor informá-los.

 

Principais Avanços Científicos na Oncologia Clínica em 2008: tumores da região da cabeça e pescoço.

 

1)  Aumento da incidência de câncer da orofaringe relacionados ao vírus HPV: estudo clínico observacional revelou que a incidência de câncer da orofaringe relacionados à infecção pelo vírus do HPV (papiloma vírus humano) aumentou nos Estados Unidos em 0,8% ao ano entre 1973 e 2004. Estes tumores acometem pessoas mais jovens (idade mediana de 61 anos). Em contrapartida, houve uma redução da incidência dos tumores da orofaringe não relacionados ao HPV entre 1983 e 2004. Entre os pacientes submetidos à radioterapia, houve uma melhor sobrevida nos pacientes com câncer relacionado ao HPV.

2)  Terapias alvo mostram-se eficazes no tratamento do câncer de tireóide metastático: o tratamento padrão do câncer de tireóide é um conjunto de cirurgia, supressão dos níveis de hormônio tireoidiano e iodoterapia radioativa. Quando estas estratégias falham, a única opção é tratamento com quimioterapia, com resultados não satisfatórios e toxicidades consideráveis. Três estudos clínicos de Fase II revelaram eficácia e segurança de 3 drogas alvo no tratamento destes tumores. O primeiro avaliou a droga Sorafenibe (inibidor da angiogênese), com respostas parciasi de 23% e estabilidade de doença em 53%, com sobrevida mediana de 79 semanas. Um outro estudo avaliou a droga Axitinibe (inibidor da angiogênese) em pacientes semelhantes, mostrando respostas parciais de 30%, com sobrevida mediana de 18,1 meses. Um terceiro estudo também de Fase II avaliou a eficácia da droga Motesanibe nos pacientes com câncer de tireóide refratários, mostrando respostas parciais de 14% e sobrevida mediana de 40 semanas. Todas estas drogas são orais e, apesar de serem estudos pequenos, trazem uma nova luz para estes pacientes. 

 

 

Fonte:

J Clin Oncol 27:812-826. © 2008 by American Society of Clinical Oncology


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