A terapia endovenosa prolongada requer um acesso venoso adequado, pois o uso freqüente da rede venosa superficial pode levar à exaustão desse sistema, causando danos como esclerose, flebite e extravasamento. Hemodiálise, quimioterapia, transplante de medula óssea, nutrição parenteral são tratamentos que necessitam de acessos venosos de longa duração.Além destas indicações, incluem-se as transfusões sanguíneas, sucessivas coletas de sangue para realização de exames e as terapias endovenosas. Os cateteres periféricos curtos vão cedendo progressivamente lugar aos cateteres mais longos, preferencialmente centrais, tunelizados ou não tunelizados e aos totalmente implantados (BONASSA, 2000, p.53).
Embora em uso na prática médica há mais de 20 anos, há ainda resistências para a indicação e uso de cateteres. Além disso, verificam-se algumas inobservâncias técnicas, desde a escolha do equipamento a instalar, até a falta de cuidados básicos para manter sua permeabilidade e eficácia. Por questões básicas de segurança na prevenção de ocorrências como vasoespasmos, flebites recorrentes, dermatites ou necroses teciduais por extravasamento, os cateteres venosos centrais de curta ou longa permanência têm sido cada vez mais utilizados, já integrando o planejamento terapêutico inicial, principalmente nos esquemas prolongados e de risco. Busca-se assim evitar possíveis interrupções no tratamento ou até questionamentos pela utilização ou não desse recurso. Os objetivos básicos dos cateteres são: Evitar danos ou riscos de acidentes no sistema venoso do paciente; Garantir um acesso seguro a vasos de grande calibre, de forma intermitente ou contínua, em períodos prolongados, para administração de drogas, colheitas de amostras sanguíneas ou tratamento de suporte.
Por Karine Teles
Enfermaira
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