Principais Avanços Científicos na Oncologia Clínica em 2009: CA Cabeça e Pescoço
Maio 2010
A cada ano a Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), a maior e mais respeitada entidade científica da área, publica um resumo dos principais avanços ocorridos no ano que se passou. No final de 2009 foi publicado na revista Journal of Clinical Oncology os principais avanços e notícias científicas de 2009, na área da oncologia clínica. Entendemos que cada descoberta e melhoria disponível na luta contra o câncer significa muito para os pacientes, então faremos uma série de resumos sobre cada tópico desta publicação para melhor informá-los.
Principais Avanços Científicos na Oncologia Clínica em 2009: tumores da cabeça e pescoço.
Os tumores de cabeça e pescoço incluem os da boca, laringe, faringe e do trato naso-sinusal. A maioria deles está diretamente ligada ao uso do tabaco e álcool, e pesquisadores encontraram mais recentemente uma forte associação entre os tumores de orofaringe e infecção previa com HPV.
Maiores Avanços
1-A adição do cetuximab a quimioterapia inicial aumenta sobrevida no câncer avançado de cabeça e pescoço. Cetuximab está atualmente aprovado como agente único para tratamento de tumores recorrentes ou metastáticos que não respondem a terapia baseada em platina. Um estudo de fase 3 envolvendo 442 pacientes mostrou que pacientes com tumores recorrentes ou metastáticos não tratados que os pacientes que usaram o cetuximab associado a quimioterapia tiveram uma sobrevida 20% maior do que os que usaram somente a quimioterapia.
2- Estudos mostram que um teste feito na saliva para demonstrar a presença do HPV na cavidade oral detectará os pacientes com maior chance de apresentar certos tipos de tumores de cabeça e pescoço. A importância deste achado é que já foi demonstrado que os tumores HPV positivos respondem melhor ao tratamento que os de outras origens.
3- Quimioterapia de indução ( antes da radioterapia) pode ajudar na preservação de órgão nos tumores de laringe e hipofaringe, com toxicidade semelhante ao esquema de quimio e radioterapias concomitantes.
Fonte: Journal of Clinical Oncology, 2009.