Novo tratamento aprovado no Brasil
Março 2009
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Uma nova esperança para o tratamento do câncer de pâncreas -- atualmente a quarta causa de mortes por câncer no mundo. Foi recentemente aprovada no Brasil: o medicamento erlotinibe, conhecido comercialmente como Tarceva, recebeu da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a aprovação para uso no tratamento de câncer de pâncreas metastático (avançado) em combinação com a quimioterapia.
“O câncer de pâncreas é considerado de difícil diagnóstico, sendo que até hoje não tínhamos conseguido avanços no tratamento. Esta aprovação segue a linha de outros países e trará benefícios para milhares de pacientes”, afirma o oncologista do Hospital das Clínicas, dr. Artur Malzyner.
O câncer de pâncreas é difícil de tratar porque freqüentemente apresenta resistência à quimioterapia e à radioterapia, além de se espalhar rapidamente para outras partes do corpo, levando a uma curta expectativa de vida. O diferencial do referido medicamento é o fato de inibir o EGFR, uma proteína encontrada na superfície de muitas células tumorais, o que potencializaria o combate à doença.
Câncer de pâncreas
O câncer de pâncreas, geralmente, se desenvolve de forma imperceptível, sem causar sintomas, o que torna a detecção precoce difícil. Aproximadamente 80% dos pacientes começam a sentir fortes dores na parte superior do abdômen e no meio das costas. A causa ainda é desconhecida, porém, já se pode afirmar que o fumo está entre os fatores de risco mais consideráveis.
No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, INCA, o câncer de pâncreas representa 2% de todos os tipos, sendo responsável por mais de nove mil novos casos anualmente. Na Europa, por exemplo, 60 mil pessoas são diagnosticadas com esse tipo de problema a cada ano.