Quimioterapia seria mais eficaz sob jejum Outubro 2008
Fazer com que ratos de laboratório jejuem durante dois dias permite proteger as células sadias de seu organismo contra os efeitos tóxicos da quimioterapia, uma descoberta potencialmente importante para o tratamento do câncer, segundo estudos publicados nesta segunda-feira nos Estados Unidos nos Anais da Academia Nacional americana de Ciências.
Os ratos que receberam doses elevadas de quimioterapia depois de dois dias sem alimentos continuaram se mostrando vigorosos, enquanto que a metade das cobaias alimentadas morreu.
Além disso, os sobreviventes do grupo alimentado continuaram perdendo peso e enfraquecendo, explicou Valter Longo, da Universidade da Califórnia do Sul, o principal autor desta pesquisa. Testes realizados com células humanas em provetas confirmaram essa observação.
Tornar a quimioterapia mais seletiva é o objetivo prioritário da medicina há décadas. Os médicos poderão assim controlar melhor o câncer, inclusive curá-lo, se a quimioterapia não for tão destrutiva para o resto do organismo.
O dr. Pinchas Cohen, cancerologista e professor de pediatria da Universidade da Califórnia, considerou esta pesquisa muito importante, já que estabelece um novo conceito na biologia do câncer.
"Teoricamente, a descoberta abre novas vias de tratamentos nos humanos que permitam doses mais elevadas de quimioterapia e isso merce ser estudado em testes clínicos", concluiu.