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| Nubia Mendonça |
A difícil situação de 1.300 pacientes oncológicos em Salvador que foram obrigados a migrar das clínicas credenciadas para hospitais de tratamento integral – tema de reportagem do Jornal da Metrópole na semana passada – originou uma iniciativa de pura solidariedade. Preocupado com a reação de crianças e adolescentes que teriam de deixar seus médicos, um grupo de pais de outras crianças atendidas na Clínica Onco resolveu apadrinhar 15 delas. Assim, esses pequenos pacientes não precisarão ser transferidos até o dia 31/12 e terão o tratamento concluído na própria clínica.
“Para as crianças, o indicador financeiro não existe. Sendo atendida pelo SUS ou não, elas brincam juntas. Foram esses os laços que mobilizaram os pais e a mim também”, explicou a oncopediatra Nubia Mendonça (foto), responsável pela Unidade Infanto-Juvenil da Onco. Até agora, das 150 crianças atendidas na unidade, 100 já foram transferidas para o Hospital Aristides Maltez. Em média, para o SUS, cada criança com câncer custa, por mês, R$ 1.200.
Larissa Oliveira
larissa.oliveira@jornaldametropole.com.br
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