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| Martagão Gesteira |
No Vermelho
Determinados pela Justiça do Trabalho, déficits mensais causados por atrasos nos repasses governamentais, dívidas que viram bolas-de-neve e concentração no atendimento. Com estes ingredientes, têm-se a receita do caos administrativo que faz os dois maiores hospitais filantrópicos da Bahia, responsáveis pelo atendimento mensal de 11 mil pessoas para o tratamento do câncer, ameaçarem fechar as portas.
Com 100% dos pacientes atendidos pelo SUS, os hospitais da Criança Martagão Gesteira e Aristides Maltez passam por graves dificuldades financeiras. Os recursos repassados pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e as doações são insuficientes para manter o bom funcionamento das unidades e quitar as dívidas. Se a SMS, a iniciativa privada e os voluntários não se mobilizarem para ajudar as instituições, milhares de pessoas carentes de toda a Bahia, já privadas de saúde, não terão muitas opções.
O Martagão Gesteira teve recursos e bens bloqueados pela Justiça devido a dívidas trabalhistas, geradas por antigos prestadores de serviço. O filantrópico sobrevive sem saber se poderá contar com o dinheiro que arrecada. “Nós vivemos com essa insegurança. Muitas vezes, dormimos com um recurso na conta e no dia seguinte ele foi bloqueado”, relata o diretor médico da unidade, Carlos Emanuel.
Já o Aristides Maltez está sem receber as subvenções do Estado desde setembro. Os repasses da SMS dos meses de novembro e dezembro também estão atrasados. “A secretaria prometeu equacionar a dívida ainda nos primeiros dias de janeiro. Se isso não for garantido, não terei como pagar os colaboradores, e o hospital não funcionará”, conta o presidente da Liga Bahiana contra o Câncer, Aristides Maltez Filho.
Fonte
http://www.jornaldametropole.com.br/pdf/jornaldametropole_08012010.pdf
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