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Prevenção

O que é câncer?
Maio 2009

Nome dado a todas as formas de tumores malignos. A palavra vem do latim cancer, que significa caranguejo. Esse nome deve-se à semelhança entre as pernas do crustáceo e os tentáculos do tumor, que se infiltram nos tecidos sadios do corpo.

Os tumores ocorrem quando determinadas células de um organismo se multiplicam de maneira descontrolada, devido a uma anormalidade nos genes. Forma-se então um núcleo celular sólido e uma rede de vasos sanguíneos para sustentá-lo. E é através da corrente sanguínea ou linfática que as células malignas atingem outros órgãos e dão origem a novos tumores, num processo conhecido como metástase. Na maior parte dos casos, o câncer é uma doença de longa evolução. Até atingir o tamanho aproximado de uma azeitona, que é quando costuma ser diagnosticado, um tumor pode levar alguns anos. Existem mais de cem tipos de câncer, como o de pele, pulmão, mama, fígado, estômago, rim, ovário, cérebro, próstata, pâncreas e ossos. Cerca de 90% deles são curáveis se diagnosticados precocemente e tratados de maneira correta.

O câncer causa a morte de mais de 4 milhões de pessoas por ano, em todo o mundo. E o de pulmão, responsável por 30% dos casos mundiais da doença, é o que mais mata. No Brasil, o câncer é a segunda causa de morte, depois das doenças do aparelho circulatório. Segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCa) para 1996, a doença seria responsável por 94.150 óbitos, sendo 51.100 do sexo masculino e 43.050 do sexo feminino. O número de casos diagnosticados seria de 268.500 (ver Saúde em Brasil). Os tumores responsáveis pelas maiores taxas de incidência e mortalidade no país são os de pulmão, estômago e próstata para os homens; e os de mama, estômago e colo do útero para as mulheres


Causas
As causas do câncer não são conhecidas, mas existem alguns fatores que potencializam o risco de sua manifestação. O fumo, por exemplo, aumenta as chances de câncer no pulmão, assim como a exposição demasiada ao Sol intensifica o risco de câncer de pele. O excesso de bebidas alcoólicas pode favorecer o câncer de boca. Já é provado que a propensão a alguns tipos de câncer é transmitida hereditariamente.


Sintomas
Cada tipo de tumor tem seus próprios sintomas. Emagrecimento sem causa aparente pode ser um sintoma de câncer no intestino, pulmão ou esôfago.

Feridas que não se cicatrizam podem ser sinais de câncer de pele ou de boca, assim como nódulos nos seios podem indicar um câncer de mama.


Tratamento
Há vários tipos de tratamento contra o câncer, como a cirurgia, a radioterapia, a quimioterapia e a hormonoterapia. A cirurgia e a radioterapia consistem nas formas locais de tratamento da doença. A cirurgia é usada para a retirada dos tumores. Já a radioterapia mata a célula maligna pelo efeito da irradiação. Porém, pode atingir outros tecidos, provocando o aparecimento de dermatite, cistite e retite no paciente. A quimioterapia, tratamento à base de drogas, impede a reprodução celular e conseqüentemente leva as células malignas à morte. Mas atua também sobre as células normais, causando efeitos colaterais temporários, como queda de cabelo, vômito e diarréia. A hormonoterapia é usada para combater os tumores que são mais sensíveis à ação dos hormônios, como o câncer de mama e o de próstata.

A utilização de tratamentos multidisciplinares que associam a cirurgia com a radioterapia ou a quimioterapia tem mostrado resultados satisfatórios, como nos dois tipos de tumores ósseos mais comuns, o osteossarcoma e o sarcoma de Ewing, nos casos de câncer de mama e do tumor de Wilms (tumor do rim de criança).

A terapia gênica, aplicação da engenharia genética, pesquisa a fabricação de cópias de genes normais e sua implantação nas células em que foram detectados os defeitos. A ciência investe também na produção de drogas que interrompam a fase na qual o tumor produz seus próprios vasos sanguíneos para poder crescer. Em 1995, foram registrados progressos nas pesquisas com o interferon, uma proteína natural capaz de matar células cancerosas, e com a interleucina, um grupo de moléculas produzido em pequenas quantidades pelas células e considerado eficaz para desencadear a ação do sistema imunológico. O médico brasileiro Raul Maranhão consegue nos EUA, em 1996, a patente da partícula LDE, capaz de diminuir os efeitos colaterais da quimioterapia, além de aumentar a eficácia do tratamento.

Diretor Técnico
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